<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717</id><updated>2011-07-07T14:52:55.680-07:00</updated><title type='text'>Implicitamente Público</title><subtitle type='html'>"..."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-691191007108202382</id><published>2010-07-21T12:29:00.000-07:00</published><updated>2010-07-21T12:30:45.844-07:00</updated><title type='text'>Da janela</title><content type='html'>Queria ver a vida da janela. E se possível, vivê-la, bem aqui do alto. Pouparia tantas vírgulas assim. É que as histórias que vejo aqui de cima são tão perecíveis que não há tempo de virgular. Da janela, uso mais exclamações. Mas, vez ou outra, abro uma exceção para a interrogação e me deixo pensar. &lt;em&gt;Será que ele volta?&lt;/em&gt;  Por outro lado, me falta coragem para colocar um ponto final naquilo que vejo daqui, tão distante. Me acalma. Então, faço concessões e vivo de reticências. É daqui da janela que vejo a banda do Chico passar cantando coisas de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-691191007108202382?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/691191007108202382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/07/da-janela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/691191007108202382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/691191007108202382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/07/da-janela.html' title='Da janela'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-8339588672832779444</id><published>2010-02-24T10:30:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T10:38:37.792-08:00</updated><title type='text'>Mais além</title><content type='html'>“Todo jornalista quando presencia um fato, logo imagina uma pauta”. Me senti de fora da generalização que ouvi hoje pela manhã. Pois no meu caso, eu logo imagino um conto. Ou quando mais inspirada, uma cena em preto e branco. &lt;br /&gt;É que eu gosto de cenários, de personagens – vou além do fato. Mas não penso neles de forma puramente utilitária. Transporto-os para meu mundo de suposições. Em instantes, já os coloquei em cena e com as falas devidamente decoradas. &lt;br /&gt;É que eu gosto é de gente. Mais de longe do que de perto; mas gente. Eu, que preciso tanto de raízes, me permito viajar nos sonhos dos outros vez ou outra. &lt;br /&gt;E que delícia, (!) quando posso transformá-los em sonhos meus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-8339588672832779444?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/8339588672832779444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/02/mais-alem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/8339588672832779444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/8339588672832779444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/02/mais-alem.html' title='Mais além'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-206885478456347883</id><published>2010-02-17T11:17:00.000-08:00</published><updated>2010-02-17T11:18:47.501-08:00</updated><title type='text'>Poesia em Prosa</title><content type='html'>Descobri que esqueci como se faz poesia. Mas aí, me lembrei que ela está sempre adormecida no coração daquele que ama. Aí, me confortei e sussurrei pra poesia umas coisas que tão morando aqui no meu coração. Ela entendeu, e disse que eu posso te abraçar bem forte, que daí, ela faz a poesia pra você com o que tiver de melhor em mim.&lt;br /&gt;Aí eu gostei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-206885478456347883?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/206885478456347883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/02/poesia-em-prosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/206885478456347883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/206885478456347883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/02/poesia-em-prosa.html' title='Poesia em Prosa'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-7853143419068660081</id><published>2010-02-12T08:20:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T08:56:49.368-08:00</updated><title type='text'>Um suspiro de poesia</title><content type='html'>Esta semana, posso dizer que houve poesia. Poesia proporcionada pelo 8º &lt;a href="http://www.feverestival.com.br/"&gt;Ferverestival&lt;/a&gt; – Festival Internacional de Teatro de Campinas. Realizado com muita luta por quem gosta e vive teatro - e com a ajuda de apoiadores (26, como sempre enfatizavam as organizadoras antes de cada apresentação) - grupos de Campinas, de outros Estados e de fora do país proporcionaram ao público de Campinas - apesar dos pesares, carente em arte - um suspiro de poesia. Como não assisti a todas as apresentações, não posso me atrever a fazer uma análise global. Mas posso dizer das coisas que vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninas, corram! Lotou o simpático e acolhedor Teatro do Sesc, mas decepcionou. Tinha tudo, mas falhou. Falou no texto, na direção de atores (apesar de ser um monólogo) e na expressão cênica. Falhou, sobretudo por ser pretensiosa. O espetáculo com um tema atual e muito explorado comercialmente (a luta - e loucura! - das mulheres para manter os diversos papéis exigidos pela sociedade: mãe, mulher, profissional, amante e tantos outros), tinha um público interessado e aberto a seu dispor. Um público a fim de ver novidade e de se encantar diante da arte. Mas o que se viu, durante e depois do espetáculo, foi uma pontinha de vergonha alheia. Entendem quando digo isso, não? Hahahaha&lt;br /&gt;Enfim, apesar de tudo, a peça trouxe uma trilha sonora que, ao mesmo tempo, envolvia e dava (tentava dar...) dinamismo para a cena. Cheia de símbolos e com a pretensão de ser 'cult' demais, a peça perdeu seu brilho e desperdiçou um público cheio de boa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ontem, vivi uma das experiências mais gostosas como espectadora. Chegamos ao Espaço Cultural Semente, em Barão Geraldo, mais de meia hora antes de o espetáculo “Cravo, Lírio e Rosa” começar. Mas já não havia mais ingressos. Entramos na fila de espera. Mais de 40 minutos depois, tive a sorte (olha a raridade!) de ser a antepenúltima pessoa a ser chamada! Enfim, ingresso na mão e parti pra dentro. Um espaço de gente de teatro. Com cara e cheiro de teatro. Aí, já gostei!&lt;br /&gt;Apesar de a plateia ser um pouquinho desconfortável (afinal, depois de esperar, em pé, durante 40 minutos, acho que precisava de um lugarzinho mais acolchoado pra sentar...). Tudo foi bonito: a criação daquela dupla de palhaços 'clownescos', o roteiro e o improviso, os artifícios cênicos e o jogo, em si, deixaram brilhando os olhos daqueles que nem precisavam entender a complexidade daquela criação para apreciar a boa arte. A dupla funcionava muito bem. Claramente inspirados no modelo de “O Gordo e o Magro”, o espetáculo deu um pouco de ternura a quem tinha perdido e renovou as esperanças de que é possível viver com poesia.&lt;br /&gt;Ao final, as organizadoras fizeram um agradecimento emocionado.&lt;br /&gt;Aplauso, de pé, por um longo tempo. Com a infinitude que dura a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/S3WBBd2coCI/AAAAAAAAADU/cByxRhJrAw0/s1600-h/fever.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 127px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/S3WBBd2coCI/AAAAAAAAADU/cByxRhJrAw0/s200/fever.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437393987312590882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;*Cravo, Lírio e Rosa” homenageou os 25 anos do Lume.&lt;br /&gt;*Meninas, corram! É uma montagem do grupo Nu Miollo, da Bahia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 8ºFeverestival começou no dia 31 de janeiro e termina dia 12 de fevereiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-7853143419068660081?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/7853143419068660081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/02/um-suspiro-de-poesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/7853143419068660081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/7853143419068660081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/02/um-suspiro-de-poesia.html' title='Um suspiro de poesia'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/S3WBBd2coCI/AAAAAAAAADU/cByxRhJrAw0/s72-c/fever.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-7023844725891367878</id><published>2010-02-10T07:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T07:34:48.550-08:00</updated><title type='text'>Não por acaso</title><content type='html'>Você entra no elevador. Como todos os dias. E ele sempre cheio. Aí, hoje, você encontra só uns três homens. Dois de terno e o outro de jeans e all star. E você. &lt;br /&gt;Geralmente você não cumprimenta. Ninguém. Mas hoje foi diferente. Disparou um sorriso na medida: nem amarelo nem oferecido demais.&lt;br /&gt;E pensa: “vai que o elevador para e eu fico presa aqui. Eu e eles. Tenho que me mostrar simpática, mas na medida. O suficiente para encantar os dois de terno (afinal, eles devem conhecer alguém importante e me arranjar um novo emprego depois de passarmos horas conversando e descobrirem o meu potencial para Relações Públicas. Já o de jeans... Bem, é ele quem vai arregaçar as mangas e dar um jeito de me tirar daqui. Vitoriosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Título em homenagem ao lindíssimo filme de Philippe Barcinski que eu relembrei um pouco hoje pela manhã.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-7023844725891367878?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/7023844725891367878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/02/nao-por-acaso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/7023844725891367878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/7023844725891367878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/02/nao-por-acaso.html' title='Não por acaso'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-4406351011332937632</id><published>2010-01-20T09:52:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T09:54:01.402-08:00</updated><title type='text'>Uma história entre ( )</title><content type='html'>(Num dia de dezembro)Reconheci-o-o pelo guarda-chuva. Em época de Sol à pino, é sempre bom tê-lo por perto. Mas ele era assim, desde sempre. Verão e Inverno são datas de guarda-chuva. Mas ele insistia neste hábito mesmo nos “morninhos” outono e primavera (naquele tempo, pelo menos, estas estações ainda podiam ser consideradas “morninhas”). A gente se conheceu naquela época da infância em que é normal menino odiar menina. Uns oito anos, por aí. Eu, sempre sentada na primeira fileira (de frente para a professora). E ele sempre na última carteira. Era conhecido como o “bundão do fundão”. Não tinha sido escolhido pelos colegas para se sentar lá no fundo. Ele havia escolhido o recanto pra ficar sozinho. Via todo mundo e sabia quando era visto (não podia ver um pescoço ensaiando uma virada...uma espreguiçada...já pensava logo que era alvo de alguma nova perseguição). Ele não estava muito diferente quando o vi esta semana. Uns 20 anos depois da primeira vez. Continuava com seu tênis surrado, a camiseta da última eleição virada do avesso, o cabelo encaracolado a lhe cobrir os olhos e o guarda-chuva, à vista, na mochila. Foi quando eu estava voltando, numa sexta-feira, de ônibus pra casa, lá na antiga cidade de meus pais. (Que ironia: eu e ele, depois de sair da casa dos pais, fomos parar na mesma cidade grande). Eu, orgulhosa de tudo que havia conquistado desde aquela época do colégio, não sabia o que pensar dele. Me parecia tão igual. É certo que havia espichado bastante, como diria minha vó, e continuado a cultivar uma barriguinha saliente (hoje de chopp, o que outrora fora resultado de assaltos noturnos à geladeira da mãe, que fazia doces pra fora). Quando me dei conta, estava eu, pretensiosamente como sempre, colocando o moço no seu devido (devido?) lugar. Lhe dei uma profissão (parecia auxiliar de escritório, pude adivinhar um crachá no bolso lateral de sua mochila) , um lar (moraria com um primo, bem ali perto da prefeitura) e um prazer (olhar a vida da pequena sacada de seu apartamento que, curiosamente, tinha uma visão privilegiada do ponto de ônibus mais movimentado do centro da cidade. Ironicamente, o local que abrigava – em meio a uma torrencial e inesperada chuva de verão – os desprevenidos, sem capa ou guarda-chuva. Ele ria muito, lá de cima, e abria seu guarda-chuva para se esbaldar em sua própria prudência). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sempre fora assim, um prevenido insuportável a vigiar o tempo. E a me vigiar. Porque assim que descemos do ônibus, ele pegou o guarda-chuva da mochila, abriu-o e seguiu sorrindo pela rua ensolarada. Parecia que queria me provar seu poder. Havia me vigiado a viagem inteira. E o tempo dos meus pensamentos... (urg!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-4406351011332937632?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/4406351011332937632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/01/uma-historia-entre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/4406351011332937632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/4406351011332937632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2010/01/uma-historia-entre.html' title='Uma história entre ( )'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-8073139512019051800</id><published>2009-12-01T08:38:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T08:52:35.037-08:00</updated><title type='text'>Ela quem?</title><content type='html'>Fadiga. Ela se via diante do espelho e se assustava com a incapacidade de coordenar a respiração. Estava ficando velha. Antes, subir o pequeno lance de escadas que a levava para a grande suíte era atividade rotineira. Não lhe tirava o ar. Agora, sozinha ali naquela casa, não era mais dona de nada. Faltava-lhe o ar. &lt;br /&gt;Naquela manhã, a filha havia ligado. “Estou preocupada”, dizia ela. Então a convidou para almoçar.&lt;br /&gt;Sentara para fazer as últimas palavras-cruzadas que lhe restavam. A vontade de ir à banca de jornal, assim como o ar, também lhe faltava.&lt;br /&gt;Com o som da campainha, acordou do sonho breve que tivera ali mesmo, sentada no sofá. Surrado. &lt;br /&gt;A filha, animada que só ela, aparecia do outro lado da grade com um buquê nas mãos e um misto de medo e alegria estampado nos olhos. Estava dando uma chance a ela. A elas.&lt;br /&gt;Emocionadas, abraçaram-se.&lt;br /&gt;A mãe a levava agora pelos corredores que a menina havia brincado quando criança. Daquelas lembranças infantis, só restava pó. Abandono. Tristeza. A casa já não tinha vida há muito. Ela é que não queria aceitar. Ela?&lt;br /&gt;Juntas, se sentaram na mesa da cozinha. Ela – mãe -  ouvia a filha com atenção, mas com os olhos perdidos entre os potes de mantimentos vazios nas prateleiras.&lt;br /&gt;Ela – filha – fez então a mais óbvia das perguntas que alguém que foi convidado para almoçar pode fazer: “Onde está a comida?”.&lt;br /&gt;Não, não, não.&lt;br /&gt;Havia esquecido de dizer a ela que a vontade de comer, como o ar, também havia fugido. Adeus, prazer! Não venha me incomodar com suas graciosas artimanhas de sedução! Ela havia decidido há pouco que não comeria mais. Apenas se esquecera de avisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou doida!Já não podia mais com aquilo. Ver a vida se desfazendo em migalhas... &lt;br /&gt;Tomou-a pelas mãos e disse:&lt;br /&gt;-Venha comigo, precisamos reencontrar o ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-8073139512019051800?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/8073139512019051800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/12/ela-quem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/8073139512019051800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/8073139512019051800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/12/ela-quem.html' title='Ela quem?'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-6268846826194031163</id><published>2009-10-23T10:57:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T11:03:35.031-07:00</updated><title type='text'>Chave</title><content type='html'>&lt;a href="http://wiki.bemsimples.com/download/attachments/77791245/tempo-livre-como-fazer-uma-copia-de-chave-em-8-passos-br.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 258px; FLOAT: right; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://wiki.bemsimples.com/download/attachments/77791245/tempo-livre-como-fazer-uma-copia-de-chave-em-8-passos-br.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todos estavam sempre iguais. Calça, camisa e boca-fechada. Não havia cor. Cheiro: adstringente. O silêncio ditava as regras naquele andar da empresa em que o medo parecia sussurrar a cada dígito no computador. As pessoas levavam suas vidas no marasmo de sempre. Até que uma onda de surpresa agitou o departamento.&lt;br /&gt;-Fui demitida. Junto minhas coisas e saio hoje mesmo.&lt;br /&gt;Disse a secretária.&lt;br /&gt;Instalou-se então uma tensão velada.&lt;br /&gt;A chave do banheiro. Com quem ficaria? Tratava-se de uma questão de honra. O símbolo máximo do poder. A chave estivera refém dos caprichos daquela mulher durante anos. Antes mesmo que se pudesse saber a verdadeira origem daquele objeto.&lt;br /&gt;Com esta mudança de paradigmas, revelaram-se então, os monstros ocultos.&lt;br /&gt;Um disputa pelo poder se instaurou.&lt;br /&gt;Os gerentes, logo se ouriçaram. Foi convocada uma reunião de emergência.&lt;br /&gt;O grupo do cafezinho se juntou às portas da cozinha para bolar um plano infalível a fim de subverter a ordem.&lt;br /&gt;Como sempre, alguns simplesmente não se abalaram. Não viam uma grande oportunidade de vida naquela chave.&lt;br /&gt;E, aquela moça antes tão poderosa e senhora do destino de todos aqueles a quem vigiava, agora fora destituída de seu cargo. Fora deposta. A massa se agitara.&lt;br /&gt;Foi então que, com uma avidez surpreendente, a pequena estagiária se levantou. Em direção à gaveta foi sendo observada com espanto pela plateia incrédula. Sem mais, agachou-se, sacou a chave do chaveiro e a meteu no bolso.&lt;br /&gt;Seguiu assim até sua mesa tão renegada, nos fundos do escritório, onde o sol preguiçoso se esquecia de iluminar. No móvel empoeirado, colocou cuidadosamente aquela chave. E a trancou lá dentro.&lt;br /&gt;A moça sentou-se, serena como de costume, e se pôs a escrever.&lt;br /&gt;Neste dia, o Sol trocou de lado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-6268846826194031163?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/6268846826194031163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/10/chave.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/6268846826194031163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/6268846826194031163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/10/chave.html' title='Chave'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-1491398278885500109</id><published>2009-07-23T05:45:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T05:47:59.379-07:00</updated><title type='text'>Um ponto.!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Antes de fincar pé na direção teatral, 20 anos atrás, Enrique Diaz, 41, tentou fazer jornalismo na faculdade. Mas a profissão era balizada por conceitos que ele via com ceticismo: objetividade, concretude, assimilação rápida de informações. “É como se estivesse olhando e realmente entendendo alguma coisa, a ponto de poder falar sobre ela. Isso não é verdade”, diz.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No palco, Diaz achou abrigo para essa aversão às verdades cartesianas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entrevista do diretor teatral Enrique Diaz ao repórter Lucas Neves do jornal Folha de S. Paulo no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. (23/07/09)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Para mim:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um ponto.!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sair das amarras do tempo. Pedir permissão para uma nova dimensão. Onde os fatos interessam menos que as palavras. As sensações. Sentir aquilo que se quer viver, o que se quer dizer. O que importa mais; o que realmente faz a diferença. A arte é aquela que alforria os que ainda têm medo de pensar o mundo. Sair daqui. Mas saber sim, para onde ir. Insight. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-1491398278885500109?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/1491398278885500109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/07/um-ponto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/1491398278885500109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/1491398278885500109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/07/um-ponto.html' title='Um ponto.!'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-9084824488885896633</id><published>2009-06-29T14:12:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T14:13:13.167-07:00</updated><title type='text'>O tempo tem 4 lados: aprisiona</title><content type='html'>&lt;span&gt;&lt;span&gt;As palavras pouco valem na economia das horas. O relógio muda e elas insistem. Estáticas. Não alcanço o tempo das palavras a fugir. A escapar pela inércia. Eu aqui, só acompanho os ponteiros. Que me incomodam por toda parte a dizer: ainda não! Aquieta-se!&lt;br /&gt;Muda.&lt;br /&gt;Vira silêncio.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-9084824488885896633?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/9084824488885896633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/06/o-tempo-tem-4-lados-aprisiona.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/9084824488885896633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/9084824488885896633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/06/o-tempo-tem-4-lados-aprisiona.html' title='O tempo tem 4 lados: aprisiona'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-1042847751759314925</id><published>2009-06-23T14:20:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T14:24:06.455-07:00</updated><title type='text'>Questão de nome</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hAtMOdpaiDw/Ri97PhMnrrI/AAAAAAAAAAc/n167Hqh0zCU/s320/leite%2Bderramado.bmp"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hAtMOdpaiDw/Ri97PhMnrrI/AAAAAAAAAAc/n167Hqh0zCU/s320/leite%2Bderramado.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ah se eu tivesse um nome! Um nome daqueles que ficam bonitos nas prateleiras das livrarias. Que quando o sujeito passa, logo faz reverência. E nem precisa saber qual é o pito que toca desta vez. O culto do nome me pegou por estes dias. Queria saber se suas palavras tinham fôlego, se me atormentariam como suas músicas e poesias. Mas, como pode uma criatura atrevida - que mal nome tem, quanto mais em prateleira! – querer se meter na questão da nomenclatura? É mal de gente: nasceu, já vai opinando... Confesso: Gostei, mas &lt;em&gt;Atrás da Porta&lt;/em&gt; me descabelou muito mais. Deve ser a melodia...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-1042847751759314925?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/1042847751759314925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/06/questao-de-nome.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/1042847751759314925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/1042847751759314925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/06/questao-de-nome.html' title='Questão de nome'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hAtMOdpaiDw/Ri97PhMnrrI/AAAAAAAAAAc/n167Hqh0zCU/s72-c/leite%2Bderramado.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-2573084172110278704</id><published>2009-06-23T05:19:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T05:24:30.128-07:00</updated><title type='text'>Liberdade?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A falta de argumento é o principal pilar da ignorância.&lt;br /&gt;Contra este mal, Jânio de Freitas escreveu no jornal Folha de S. Paulo ontem, 21 de junho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A liberdade das más razões&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                                           &lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“LIBERDADE de expressão” não é uma expressão de liberdade, é uma fórmula cuja utilidade política está em encobrir limitações e condicionantes do direito de expressão. Umas necessárias à sociedade, outras impostas para preservação de domínio.&lt;br /&gt;Magistrados e advogados abusaram do uso da expressão que sabem ser falaciosa, para chegar à extinção, pelo Supremo Tribunal Federal, da exigência de diploma específico para profissionais do jornalismo. A exigência, não nascida dos motivos repetidos no STF, foi um excesso problemático desde sua criação em 1969, mas nem por isso deixou de produzir um efeito muito saudável e nunca citado, no STF ou fora. Em lugar do diploma específico, a obrigatoriedade de algum curso universitário, não importa qual, seguida de um curso intensivo de introdução aos princípios e técnicas do jornalismo, seria a fórmula mais promissora para a melhor qualidade dos meios de comunicação.&lt;br /&gt;É um argumento rústico a afirmação de que diploma obrigatório de jornalismo desrespeita a Constituição, por restringir o direito à liberdade de expressão. É falsa essa ideia de que o jornalismo profissional seja o repositório da liberdade opinativa. São inúmeros os meios de expressão de ideias e opiniões. E, não menos significativo, a muito poucos, nos milhares de jornalistas, é dada a oportunidade de expressar sua opinião, e a pouquíssimos a liberdade incondicional de escolha e tratamento dos seus temas. (A esta peculiaridade sua, a Folha deve a arrancada de jornal sobrevivente para o grande êxito).&lt;br /&gt;A matéria-prima essencial do jornalismo contemporâneo não é a opinião, é a notícia. Ou seja, a informação apresentada com técnicas jornalísticas e, ainda que a objetividade absoluta seja um problema permanente, sem interferências de expressão conceitual do jornalista. A grande massa da produção dos jornalistas profissionais não se inclui, nem remotamente, no direito à liberdade de expressão. Há desvios, claro, mas a interferência de formas opinativas no noticiário serve, em geral, à opinião e a objetivos (econômicos ou políticos) da empresa. Neste caso há, sim, uma prática à liberdade de expressão, no entanto alheia ao jornalismo, aí reduzido a mera aparência de si mesmo.&lt;br /&gt;Os colaboradores, não profissionais de jornalismo, são os grandes praticantes do direito de liberdade de expressão nos meios de comunicação. E nunca precisaram de diploma de jornalista. A extinção da exigência de diploma em nada altera as possibilidades, as condicionantes e as limitações da liberdade de expressão na produção do jornalismo. Altera o que chamam de mercado de trabalho para os níveis iniciais do profissionalismo. Para os níveis mais altos, há muito tempo as empresas adotaram artifícios para dotar suas redações de diplomados em outras carreiras que não o jornalismo. À parte a questão legal, o resultado é muito bom.&lt;br /&gt;Com o diploma, extinto à maneira de um portão derrubado e dane-se o resto, o STF eliminou sem a menor consideração o efeito moralizante, não só para o jornalismo, trazido sem querer pela exigência de curso. Efeito sempre silenciado. Deu-se que os anos de faculdade e seu custo desestimularam a grande afluência dos que procuravam o jornalismo, não para exercê-lo, mas para obter vantagens financeiras, sociais e muitas outras. Tal prática sobreviveu à exigência do curso, porém não mais como componente, digamos, natural do jornalismo brasileiro. É lógico que as empresas afirmem critérios rigorosos para as futuras admissões, mas sem que isso valha como segurança de passar da intenção à certeza.&lt;br /&gt;O julgamento do recurso antidiploma trouxe uma revelação interessante, no conceito que a maioria do Supremo e os advogados da causa mostraram fazer da ditadura. Segundo disseram, já a partir do relatório de Gilmar Mendes, o decreto-lei com a exigência de diploma era um resquício da ditadura criado, em 69, para afastar das redações os intelectuais e outros opositores do regime. Ah, como eram gentis os militares da ditadura. Repeliram a violência e pensaram em uma forma sutil, e legal a seu modo, de silenciar os adversários nos meios de comunicação, um casuísmo constrangido.&lt;br /&gt;Nem que fosse capaz de tanto, a ditadura precisaria adotá-lo. Sua regra era mais simples: a censura e, se mais conveniente, a prisão.&lt;br /&gt;O julgamento no STF dispensou a desejável associação entre direito à liberdade de expressão e, de outra parte, recusa a argumentos inverazes. A boas razões preferiu a demagogia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Viva a liberdade! Para que ela possa vingar, lembremo-nos sempre da coerência e da consistência dos argumentos.&lt;br /&gt;Camila Dalla Costa, estudante de jornalismo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-2573084172110278704?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/2573084172110278704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/06/liberdade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/2573084172110278704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/2573084172110278704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/06/liberdade.html' title='Liberdade?'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-1106647441560925626</id><published>2009-06-09T14:12:00.000-07:00</published><updated>2009-06-09T14:14:36.060-07:00</updated><title type='text'>Para começar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Si7Qrks9q6I/AAAAAAAAADM/mOjSRU7cHv4/s1600-h/CapaTG62-A.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Si7Qrks9q6I/AAAAAAAAADM/mOjSRU7cHv4/s320/CapaTG62-A.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345439254740577186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Escrever e ver as palavras tomando corpo. Poder ler aquilo que antes não passava de idéia. Dos outros. Passar os dedos entre as folhas e sentir a força das palavras que imaginei. Agora, aquilo que era meu, mais íntimo, se escancarou. Não é mais meu, não é mais de quem me contou. É seu. E me gratifica saber disso. É redescobrir o prazer do ofício. Materializar um sonho já perdido por entre a poeira dos livros que havia escondido na gaveta. Para que esconder? Compartilhar faz parte da missão. Para ser um contador de histórias, timidez não vale. Assim como uma boa dose de sensibilidade é essencial para saber a hora de colocar um ponto final na exposição. Que este ponto marque o começo. Seja de partida. Onde não sei onde colocarei um final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-1106647441560925626?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/1106647441560925626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/06/para-comecar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/1106647441560925626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/1106647441560925626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/06/para-comecar.html' title='Para começar'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Si7Qrks9q6I/AAAAAAAAADM/mOjSRU7cHv4/s72-c/CapaTG62-A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-4902476690165305821</id><published>2009-05-28T14:21:00.001-07:00</published><updated>2009-05-28T14:25:40.783-07:00</updated><title type='text'>A sombra da gente</title><content type='html'>&lt;a href="http://percepcao.typepad.com/percepcao/WindowsLiveWriter/light-shadows-1sq.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 450px; height: 450px;" src="http://percepcao.typepad.com/percepcao/WindowsLiveWriter/light-shadows-1sq.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que gosta de bicho. Tem gente que gosta de gente. Esta é a história da menina que não gostava de gente. E nem de bicho. Gostava de que, então?  De sombra. A menina tinha pavor de festa. Muita gente reunida, falando de gente e sendo gente, na essência. Um dia, chegava da escola quando foi abordada pela mãe. Trazia nas mãos um convite que acabara de chegar. &lt;br /&gt;- Filha, pra você. Convite. Festa de aniversário. Amanhã. Da prima Letícia.&lt;br /&gt;Ficou atônita. A festa era no dia seguinte. Não haveria tempo para preparação.&lt;br /&gt;Com muito custo, a menina colocou uma roupa discreta e comprou um presente mediano. Queria passar despercebida.&lt;br /&gt;O salão, muito animado, ela observava de longe. Fazia tempos que não ia a uma festa. Ela dizia que era por opção. Mas, ultimamente, os convites já rareavam a aparecer. Ninguém mais se preocupava em chamar para o convívio social a mais anti-social das meninas-moças. Mas esta festa era diferente. Eram os 18 anos de sua prima, afilhada querida de sua mãe. Não teve escapatória. &lt;br /&gt;Muito barulho tinha suas vantagens: dava pra ignorar os grunhidos daquela gente que dançava, daquela gente que fofocava e daquela gente que paquerava.&lt;br /&gt;Mas não agüentou o martírio por muito tempo. Era hora de ir embora. Chega de gente por hoje!&lt;br /&gt;Ia saindo da pista, se esquivando, procurando um corrimão para segurá-la. As luzes, sorrateiramente, iam se apagando. Bateu-lhe um desespero generalizado. Antes, com aquela confusão de luzes na pista de dança, já estava um inferno desviar da presença daquelas gentes, agora ia ficando mais escuro... Perdia os sentidos. Tinha certeza de que não ia suportar. Mas um pequeno feixe de luz vinha do teto. O efeito luminoso produziu reação inesperada. As pessoas foram ficando apagadas, pouco se via. Mas nas paredes do salão, uma grata aparição. As sombras. Os contornos coloridos sumiam e davam lugar ao alto contraste. Gente agora esfumaçada, sem forma, sem poder. Com as sombras, a menina não se sentia mais sozinha. Agora podia relaxar. A única parte essencialmente humana havia se mostrado para ela. Das sombras, ninguém consegue fugir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-4902476690165305821?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/4902476690165305821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/05/sombra-da-gente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/4902476690165305821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/4902476690165305821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/05/sombra-da-gente.html' title='A sombra da gente'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-939740418021390961</id><published>2009-05-26T14:53:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T14:57:23.261-07:00</updated><title type='text'>Entre comis e bebis</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.portorizzo.com.br/loja/config/imagens_conteudo/produtos/imagensGRD/GRD_cracha.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 300px;" src="http://www.portorizzo.com.br/loja/config/imagens_conteudo/produtos/imagensGRD/GRD_cracha.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era hora da fome. Pouco ou muito, estava na hora de comer. E pra lá seguia. Pro lugar da fome e da comida. Refeitório coletivo da empresa. Mesas aguardavam solitárias por um prato de comida. E assim se fez. Ela fez seu prato – se cheio ou vazio já não importa – e se sentou. Sagrada hora. Mais cedo que de costume, mais tarde que devia, comia sozinha e nem pensava em sair. Voltar ao batente parecia menos acalentador que um bom prato de arroz e feijão. Já havia passado um bom tempo. Era chegada a hora de se despedir. Cruzar os talheres e aguardar por um leite quente, já debaixo das cobertas. Mas este momento ainda levaria algumas horas para chegar. Já ia se despedindo das panelas e cumbucas quando seus olhos fitaram um alguém. Ídolo. Como se trata de palavra invariável quanto ao gênero, a face em questão vai seguir misteriosa. Não era bem um ídolo pessoal da pobre garota, mas alguém importante na sua escala hierárquica de níveis pessoais. Não há dúvidas de que, pelo menos naquele instante, a pessoa possuía um crachá que legitimava sua superioridade em relação a ela. Observava seu caminhar e suas preferências. No primeiro prato: salada. Por segundos, uma distração foi responsável por um dos maiores sustos que a humanidade já sofrera. Pelo menos naquele ambiente de refeitório. Ídolo vinha em sua direção e, sem nenhuma palavra ou suspiro se sentou ali. Sim, ali. Na frente dela. Em sua mesa. Na abrangência de seu círculo vital. Segundos de apreensão tomaram a pequena, que tinha pouco mais de um metro e meio. Sem rodeios, ele começava a disparar suas impressões sobre o cardápio do dia. Molhos, temperos e sucos atordoavam aquele ambiente surreal. Perguntara sobre suas preferências. Com uma desenvoltura surpreendente, a moça de cabelos claros versava sobre quitutes e adoçantes e ainda emendava outros assuntos. Era a vez das notícias do dia, logo seguidas por um comentário com a cozinheira que passava por entre as mesas verificando o gosto do cliente. Em um misto de dúvida quanto ao caráter daquela conversa, que começara sem mais nem menos, ela achou melhor parar. Havia esgotado seu potencial de simpatia em meio ao medo e angustia de fã que vivia naqueles minutos. Se despediu. Afastou a cadeira. E quando retirava o prato da mesa ouviu:&lt;br /&gt;-Até mais, Camila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha ganhado o dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-939740418021390961?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/939740418021390961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/05/entre-comis-e-bebis.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/939740418021390961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/939740418021390961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/05/entre-comis-e-bebis.html' title='Entre comis e bebis'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-6677651947161207772</id><published>2009-03-29T05:55:00.000-07:00</published><updated>2009-03-29T05:58:42.469-07:00</updated><title type='text'>XY</title><content type='html'>&lt;a href="http://api.ning.com/files/iZ8s8ZtfT8aPsd5cP3Ejodt6TjpSfPQCSu2s4M9uv9-5fLMxqozATmQicQpVJGn5eKPFs2JaYhIio7WROq51WZRvw-aMb2P2/misterio1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 302px; height: 306px;" src="http://api.ning.com/files/iZ8s8ZtfT8aPsd5cP3Ejodt6TjpSfPQCSu2s4M9uv9-5fLMxqozATmQicQpVJGn5eKPFs2JaYhIio7WROq51WZRvw-aMb2P2/misterio1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu estava a 80 km/hora. Eu e mais umas 20 pessoas. Cidade A rumo à cidade B – como se usa de referencial nos livros de física. Bilhete comprado para o horário 17h30min. &lt;br /&gt;Eu em minha poltrona. Sempre me mantendo fiel a 19. Um misto de história, numerologia e neurose. &lt;br /&gt;Um alguém XY passa pelo corredor. E mais uma vez. Eu, muito ocupada comigo mesma, me dou conta de que ele não passou mais. Deve ter se acomodado em algum lugar...&lt;br /&gt;Para meu espanto, o lugar tinha número. Assento nº20, vizinho do meu 19.&lt;br /&gt;Comentei que era um XY, não é? Um belo XY, diriam as vovozinhas! Moço bem afeiçoado, bem nascido e bem adornado. Todo de branco e óculos escuros para proteger os olhos do pôr-do-sol. E só. Aparentemente.&lt;br /&gt;De canto de olho, reparei no onipresente: o inseparável telefone móvel! Celular, para os íntimos.&lt;br /&gt;Este poderia ser um aproximador de possível conversa, já que eu também contava com aparelho semelhante: que diminui as distâncias e acalenta corações solitários!&lt;br /&gt;Mas preferi o silêncio. E digo que valeu a pena. Em segundos, o chama-chama começou.&lt;br /&gt;Tocou. XY atendeu e já desligou. De uma concisão imaginariamente jornalística.&lt;br /&gt;-Oi, tudo bem? Já saí. Té!&lt;br /&gt;- .&lt;br /&gt;Comecei a pensar se não valeria a pena perder meus 50 km restantes em pura observação, que enrijecia meu pescoço e dava a impressão de estrabismo aos olhos alheios. A discrição cobra boa musculatura do complexo cabeça-pescoço...&lt;br /&gt;Eis que entra em cena o 2º elemento. Trim...Trim... Ao som do “toque tradicional”, raro nos dias de hoje em que tudo é personalizado. De onde vinha o barulho? Sim, ele novamente. XY.&lt;br /&gt;Em seu bolso direito mais um comunicador falante. Desta vez, recheado de conversa instigante.&lt;br /&gt;-Oi. Já to no meio do caminho. Devo chegar umas nove e meia. Não vai ter ninguém em casa. Os meninos chegam amanhã. As aulas vão começar essa semana. Tchau!&lt;br /&gt;Hum...um universitário, talvez? O XY evoluiu de surfista a universitário, quanta diferença! Mas o mistério continuava... Pela minhas contas, chegaríamos a cidade de destino às 18h45min. Onde ele iria parar às 21h30min??&lt;br /&gt;Meus momentos de calmaria e exercício de lógica duram pouco. São interrompidos por uma diva que emana, curiosamente, de uma bolsa.&lt;br /&gt;-And I...I...I...will always Love youuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;Era um toque personalizado de uma passageira que estava logo atrás. Que susto! Um deleite para o riso! Estaria eu sozinha nessa agonia de riso contido na barriga? Para minha surpresa, XY compartilhava a situação de controle intenso da respiração abdominal! O canto do meu olho esquerdo flagrou o momento de íntimo compartilhamento de explosão em si mesmo. Me senti mais próxima daquela figura curiosa. Voltei a mim mesma e recomecei a investigação secreta.&lt;br /&gt;Deve ser um desses figurões de balada. Organizador do “churras da facul”, pegador de meninotas e filho de empresário. Você vê quando o branco da roupa tem qualidade... E...&lt;br /&gt;Putz...Putz...Putz...  É a vez de um toque baladeiro dar o ar da graça nesse ônibus tão sonoro! E havia, ainda, quem tentava um cochilo...&lt;br /&gt;Era o que eu precisava para confirmar a minha tese e reforçar entre minhas amigas o meu dom para adivinhação da mente XY! Ou não...&lt;br /&gt;-Oi amorzinho! Já chegô? Tô indo te ver!! Já tô chegando na rodoviária e vou pegar outro ônibus até aí, tá bom? Não tem problema encarar mais uma viagem, por você eu faço tudo!! Te amo tchuca!!&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Era hora de descer do ônibus, me confundir entre as malas e pensar em algo mais previsível para adivinhar... Esses XY...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-6677651947161207772?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/6677651947161207772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/xy.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/6677651947161207772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/6677651947161207772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/xy.html' title='XY'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-8457147100912802723</id><published>2009-03-23T18:07:00.001-07:00</published><updated>2009-03-23T18:13:16.683-07:00</updated><title type='text'>Sem atraso...mais?!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Scgzpgjms1I/AAAAAAAAADE/B3ofGk3yZlY/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Scgzpgjms1I/AAAAAAAAADE/B3ofGk3yZlY/s200/imagem.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316556148317795154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como diria Clarice, "Pra que esse mal estar"??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei dele. Resolvi olhá-lo de frente e resolver que posso ser mais.&lt;br /&gt;E vou. Te convito novamente. Mas dessa vez, não vou me lamentar para te alcançar. Que venha, e que seja como o mundo disser que deve ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-8457147100912802723?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/8457147100912802723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/sem-atrasomais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/8457147100912802723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/8457147100912802723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/sem-atrasomais.html' title='Sem atraso...mais?!'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Scgzpgjms1I/AAAAAAAAADE/B3ofGk3yZlY/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-1771521308302278825</id><published>2009-03-22T05:46:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T05:47:35.789-07:00</updated><title type='text'>O Poder e a Glória para sempre...</title><content type='html'>Salvação. Poder. Julgamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À procura por respostas, caio na tentação das perguntas. Do questionamento, à beira do ceticismo.&lt;br /&gt;Quem seria capaz de dar essa resposta? Ele. Não vejo credibilidade na benção virtual, por isso continuo preferindo o modo tradicional. A casa. A igreja.&lt;br /&gt;Espero por uma palavra de acalento, paz para uma alma angustiada.&lt;br /&gt;Mas só se fala em erro. Em remissão. Sei que errei, e por isso estou lá e peço ajuda ao Divino. E não deixo de crê-lo. Mas o espaço que antes me dava paz, agora me traz inquietude. Saí do ovo...&lt;br /&gt;Não deves querer poder. Mas eles têm... Não deves julgar. Mas eles estão, a todo o momento, apontando para a culpa alheia... E se dizem a personificação da salvação. &lt;br /&gt;Ele é bom, e não duvido. Mas do poder daqueles que falam por Ele, ando desconfiando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-1771521308302278825?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/1771521308302278825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/o-poder-e-gloria-para-sempre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/1771521308302278825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/1771521308302278825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/o-poder-e-gloria-para-sempre.html' title='O Poder e a Glória para sempre...'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-2359023448240407174</id><published>2009-03-18T17:56:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T18:13:04.953-07:00</updated><title type='text'>A eterna insatisfação de um satisfeito.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_x3pYZTPRV-o/SamAK7lrF4I/AAAAAAAAAQ8/gEKr3SCemyw/s320/desligaaposter.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_x3pYZTPRV-o/SamAK7lrF4I/AAAAAAAAAQ8/gEKr3SCemyw/s320/desligaaposter.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dia como os outros. Ultimamente, isso tem caráter de infelizmente. Infelizmente é um dia como os outros.&lt;br /&gt;A fórmula da felicidade estampada no jornal e a dúvida que pulava de cabeça em cabeça naquela sala: será que dá?&lt;br /&gt;Será que dá para resgatar o sonho antigo e, como menina, jogar conversa fora com o futuro? O que virá? De que adianta... Dá pra ver o sonho logo ali?&lt;br /&gt;Aqui estou e sempre estaremos no stand by. Modo de espera. Tem gente que aceita pegar a senha e encarar a muvuca que vem lá do outro lado. Tem gente que senta, e espera. Esperar para conseguir. O que? Mais espera.&lt;br /&gt;Vejo as coisas cansadas de esperar. Talvez seja a hora de dar a elas, mais cores. Vou até ali convidar um artista para realizar a tarefa. Talvez eu não volte com ele. Mas eu estarei nele, onde estiver. Com a chance de resgatar o único sonho que ainda tenho guardado na gaveta. Artista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-2359023448240407174?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/2359023448240407174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/eterna-insatisfacao-de-um-satisfeito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/2359023448240407174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/2359023448240407174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/eterna-insatisfacao-de-um-satisfeito.html' title='A eterna insatisfação de um satisfeito.'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_x3pYZTPRV-o/SamAK7lrF4I/AAAAAAAAAQ8/gEKr3SCemyw/s72-c/desligaaposter.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-3761914497327336845</id><published>2009-03-16T17:55:00.000-07:00</published><updated>2009-03-16T17:59:05.408-07:00</updated><title type='text'>A lógica do tempo. E do medo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb710l4bDqI/AAAAAAAAAC8/t_FtqUb3wRg/s1600-h/blog.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313954894214532770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 315px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb710l4bDqI/AAAAAAAAAC8/t_FtqUb3wRg/s320/blog.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb71k7_V-pI/AAAAAAAAAC0/o_lOQQ3Dok0/s1600-h/blog.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho certeza de que ali havia uns quarenta. Mas dependendo do ângulo, eu podia contar vinte e oito. A visão do muro da minha vizinha contava quinze. A polícia contou dez. E a televisão confirmou: era um. Mas eu juro que, logo que cheguei, eram quarenta...&lt;br /&gt;Ou foi mera impressão derivada do susto.&lt;br /&gt;Duas semanas tinham se passado desde minha ida ao Mato Grosso pra visitar a tia Rosa. Calor na ida e na volta. Tudo o que queria era voltar para a civilização. Civilização? Enfim, essa discussão fica para depois. Por enquanto, apenas um bom banho demorado me importava.&lt;br /&gt;Cheguei em casa. Sozinha. Como sempre. Desci do carro para abrir o portão, como sempre. Ao colocar a chave no cadeado, emudeci. Como nunca.&lt;br /&gt;Cadeado? Não havia mais.&lt;br /&gt;Minhas mudas de plantas artificiais? Não existiam mais.&lt;br /&gt;Minha rede pendurada... Continuava lá, mas uma sombra e sua criança a ocupavam com ares de proprietárias.&lt;br /&gt;No corredor que dava para os fundos, a confirmação. Meu ambiente havia sido invadido. Tudo o que havia construído estava de ponta-cabeça. Não conseguia ver naquilo, sentido algum.&lt;br /&gt;Contra invasores? Chamei a polícia.&lt;br /&gt;Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh... Foi tudo o que consegui. Um grito, e o silêncio me calou.&lt;br /&gt;Meia hora se passou. Contando bem, na verdade eram uns quinze minutos. Mas se for levar em conta o cronômetro, com certeza o breu não havia passado de trinta segundos.&lt;br /&gt;Contra versões múltiplas e alucinação? Chamei os jornais!&lt;br /&gt;Aquelas figuras dentro da minha casa... Tinham roubado minha comida, meus bibelôs e meu bom banho demorado. Minha liberdade. Meu sentido.&lt;br /&gt;Mais uma vez, nada fazia sentido.&lt;br /&gt;Muito tempo se passou. E até aprendi a não supor mais “tempos”. Horas, minutos, dia-a-dia.&lt;br /&gt;Eu me acostumei com aquelas figuras que haviam tomado meu espaço. A Polícia também se acostumou. E o jornal, como não poderia deixar de ser, também.&lt;br /&gt;Aqueles invasores haviam se unido um-a-um e me revelaram o retrato-falado do inimigo: o medo da desordem. Sem barba, sem bigode, sem filhos, sem registro algum: Ele entrou, não me pediu licença,nem sequer disse “obrigado”. Apenas reunir meus medos e fez dali sua morada.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-3761914497327336845?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/3761914497327336845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/logica-do-tempo-e-do-medo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/3761914497327336845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/3761914497327336845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/logica-do-tempo-e-do-medo.html' title='A lógica do tempo. E do medo.'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb710l4bDqI/AAAAAAAAAC8/t_FtqUb3wRg/s72-c/blog.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3544534478406283717.post-9048035228332910488</id><published>2009-03-15T19:09:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T19:21:23.070-07:00</updated><title type='text'>Vem?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_n4bhDmNnfLQ/SIZEPpJrdQI/AAAAAAAAAdI/nnX_sY2QGCc/s400/maos+dadas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_n4bhDmNnfLQ/SIZEPpJrdQI/AAAAAAAAAdI/nnX_sY2QGCc/s400/maos%2Bdadas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A gente vem&lt;br /&gt;E não sabe pra onde vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu peço a você que venha comigo. E me ajude a decifrar os sonhos. Sonho de uma noite; de verão; de solidão; de mera imaginação. Imaginar o que não se deve e correr para os braços do não-aqui, não - agora. Fugir do provável, conversa íntima que, ao invés de monólogo, venha em diálogo. O diálogo entre mim e eu, em que ninguém precisa ser exato.&lt;br /&gt;E encontrar no desafeto, a provocação. Na rotina, o improvável. E no impossível, uma meta sem distâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o Você, traga mais sentido a esse egoísmo a que me proponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lanço agora.&lt;br /&gt;E convido novamente:&lt;br /&gt;-Vens?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3544534478406283717-9048035228332910488?l=implicitamentepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/feeds/9048035228332910488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/vem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/9048035228332910488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3544534478406283717/posts/default/9048035228332910488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://implicitamentepublico.blogspot.com/2009/03/vem.html' title='Vem?'/><author><name>Camila Dalla Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03310280178335785770</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IVUVWsTKwoU/Sb24glhomkI/AAAAAAAAAB8/qHcg-LKWDLw/S220/S4030196.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_n4bhDmNnfLQ/SIZEPpJrdQI/AAAAAAAAAdI/nnX_sY2QGCc/s72-c/maos%2Bdadas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
